AÇÃO DA CAFEÍNA NO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO E NA LACTAÇÃO. ESTUDO EXPERIMENTAL EM RATOS

Ana Rosa Crisci, Gisele Carolina Bianchi, Alessandra Rossi Marchioni, Amelina Toquetti Zanetti, Larissa Mara de Melo Guedes Araújo

Resumo


O hábito de consumir café e outros alimentos que contém cafeína é muito difundido em todo o mundo e embora os efeitos nocivos desta substância no corpo humano sejam amplamente conhecidos, principalmente sobre o sistema neurológico, seu consumo não diminui nem mesmo em situações especiais como, por exemplo, na gravidez. Diante desta afirmação, resolveu se realizar este estudo com o objetivo de avaliar os efeitos do consumo excessivo de cafeína durante a gestação e lactação. Nesta investigação foram utilizadas seis ratas prenhas, que foram divididas em três grupos com duas ratas em cada grupo. Cada grupo foi formado por 2 ratas que denominamos de controle só ingerindo água e tratada ingerindo cafeína na água. A dosagem dessa cafeína foi de 21,5mg /1000g de peso do animal. As variáveis avaliadas foram: massa corporal dos filhotes ao nascer e durante todo o período de amamentação, massa relativa do fígado e pulmão dos filhotes após o nascimento, aos 14 e 21 dias de amamentação, o número de filhotes de cada grupo, o comprimento desses filhotes e qualquer anomalia detectada macroscopicamente. Foram avaliados histologicamente o fígado e o pulmão dos animais sacrificados ao nascer e aos 14º e 21º dias de amamentação de ambos os grupos, controle e tratado. Os dados obtidos das variáveis analisadas foram avaliados estatisticamente utilizando o teste não paramétrico Mann-Whitney. Os resultados obtidos demonstraram o número de filhotes dos grupos tratados foi menor, assim como o seu comprimento. Em relação aos órgãos também foi constatado uma diminuição da massa relativa, e na histopatologia do fígado encontrou-se uma megalocitose, vacúolos citoplasmáticos e uma dilatação de vasos entre os hepatócitos; no pulmão observou-se um espessamento de septos interalveolares e um infiltrado inflamatório, esses achados no grupo controle não foram encontrados ou considerados relevantes. Concluímos que nossos resultados possam contribuir para que o profissional de enfermagem extrapolando para humanos possa orientar melhor suas pacientes gestantes, lactantes e neonatos, no que se refere a alimentos e drogas que contém cafeína.


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DOI: http://dx.doi.org/10.25242/8868310201378

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