A HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO DE PACIENTES CRÍTICOS REALIZADA POR ENFERMEIROS E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM

CHAGAS, S.C.P., AZEVEDO, A.S.

Resumo


A enfermidade e a internação geram estresse na maioria das pessoas, agravando-se nos setores de tratamento intensivo. A sensação de perda do controle sobre si mesmo e sobre os fatores que afetam sua saúde, a sofisticação tecnológica e científica instalada, a terapêutica empreendida e a presença constante da equipe de saúde, somadas à visão popular de que o indivíduo para lá encaminhado está entre a vida e a morte, comprometem a aceitação e a adaptação do paciente nesses ambientes (PUPULIM & SAWADA, 2005). Transmitir calor humano, respeitar a privacidade e a individualidade, entender o constrangimento das pessoas, mantendo o conforto e bem-estar do corpo e da mente, são alguns dos principais cuidados ao paciente crítico. Entender a necessidade da proximidade entre pacientes e familiares, fazendo com que estes últimos se sintam participantes do esquema de cuidados propostos ao seu familiar, são alguns dos elementos que se ligam para amenizar o ambiente severo das UTIs tradicionais (CAETANO et al. 2007 apud ORLANDO, 2001, p.327). Entender como a rotina desses profissionais pode interferir no ato de humanizar o cuidado aos pacientes críticos é o objetivo geral deste trabalho. O método de estudo escolhido se baseará na abordagem qualitativa de caráter exploratório e a análise de dados será de acordo com as propostas de Bardin (1979). A pesquisa terá como campo um hospital de grande referência para a cidade de Campos dos Goytacazes e região. Como sujeitos de pesquisa, foram escolhidos 05 enfermeiros e 05 técnicos de enfermagem atuantes na terapia intensiva e para coleta de dados serão apresentados a cada um dos participantes, um formulário de entrevista semi-estruturada contendo 10 questões no total, entre perguntas abertas e fechadas. Os resultados esperados da pesquisa será expor a importância da humanização nos ambientes de Terapia Intensiva, visto que, por ser um setor hospitalar tão emergente de cuidados técnicos intensos, acaba muitas vezes não tendo o cuidado humano priorizado. As máquinas e aparelhagens presentes no ambiente acabam por ganhar mais força. A humanização direcionada aos pacientes críticos, estes que estão tão vulneráveis aos cuidados realizados por enfermeiros e técnicos de enfermagem, devem estar presente a todo o momento.

Palavras Chaves: Equipe de Enfermagem, Humanização, UTI (Unidade de Terapia Intensiva).


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DOI: https://doi.org/10.25242/88685182015748

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